Marcelo, 19 anos, perdeu a avó e a irmã no fogo: “não vamos voltar a ter uma vida normal, nunca mais”

No dia em que passam quatro meses sobre as mortes de Pedrógão, há novos mortos por chorar. O país vestiu-se de luto, o território cobriu-se de cinzas e não há chuva que lave a revolta de quem ficou. Pela primeira vez, Marcelo Nunes conta como viu morrer a avó e a irmã de três anos. Partilha a dor por nunca ter tido ajuda e a raiva por não existir um plano de evacuação